sábado, 17 de novembro de 2012


R.I.P

É incrível como as coisas mudam em um ano. E se mudam tanto em um ano, imagine em três? Três anos atrás, nessa mesma data mais ou menos nessa mesma hora eu estava conhecendo uma pessoa maravilhosa, e hoje já não posso mais olhar pra face dele, nem ao menos mandar mensagem, quer dizer, até posso, mas ele não irá me responder.
Ele era ótimo. Brincalhão, irônico, um pouco ciumento (nada comparado comigo), bonito, engraçado, inteligente, pouco tímido. Não sei... Hoje eu preferia que ele não entrasse na minha vida só pra eu não ficar com esse vazio em mim.
Eu sou aquela pessoa que adora conversar, sabe? /(soqnão) E ele ao mesmo tempo que era todo diferente de mim, ele era exatamente igual. Me fez me sentir segura, pois importasse o que acontecesse eu sabia que ele ia estar lá, pra segurar minha mão, ou pra me abraçar, ou só pra dizer: aquieta esse coração, aquieta esse pensamento, não pensa nisso, não se preocupa, no fim vai dar tudo certo.
Estava tudo certo, a gente um dia poderíamos chegar a ser um nós. Poderia, mas aí, tudo mudou. E me deixou perdida no meio de tudo.
Talvez Deus pensou nisso e o mandou pra longe de mim antes de me distanciar pra sempre dele, pra que eu não sentisse tanta saudade. Nos primeiros dias que ficamos longe, não largávamos o celular, daí isso foi passando, eu sabia que eu estava ao alcance da mão dele assim como ele da minha, a gente passava meses sem se falar, mas isso não tirava a presença dele na minha vida.
Ele era diferente dos outros garotos, talvez eu tenha algo no meu ser que atraia esses garotos diferentes, sendo que meu melhor amigo é também diferente dos outros garotos. E isso nem de longe é ruim.
Mas a vida é assim, se você não aproveita enquanto é tempo, você provavelmente não tera mais tempo pra aproveitar.
E assim foi. Ele se foi. Pra nunca mais voltar. Nos primeiros dias eu fiquei abalada, não posso mais vê-lo ou tê-lo ou nada. Eu simplesmente tenho que me acostumar com a ausência, pra sempre, porque é só isso que eu tenho dele agora. Mas não, eu não vou tirá-lo da minha vida, minha memória, ele pode não está aqui, mas eu o tenho em meu coração, em minha mente. Além da ausência ele me deixou lembranças e saudade. Puta saudade. 
Eu não vou esquecer a droga do 17 de novembro, o dia em que ele entrou na minha vida. Mas também não posso esquecer o maldito 14 de setembro. Eu amei ter te conhecido, meu menino.